Sexta-feira, 28 de Março de 2008

A Charola do Convento de Cristo

 

 

 

publicado por Equipa SAPO às 18:46
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Galeria de fotografias da Charola

publicado por Equipa SAPO às 18:03
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As Datas da Charola


1160 – Início da construção do Castelo da Ordem do Templo

ca. 1175-80 – Início da construção do Oratório (Charola)

1190 – Interrupção da obra durante o assédio dos Almoadas a Tomar

ca. 1250 – Conclusão da Charola

1509 – Reconstrução da cúpula da abóbada, cuja lanterna fora destruída por um raio.

1510-1513 – Abertura de um tramo da Charola para ampliação da igreja sob a direcção de Diogo de Arruda.

Ca. 1590 – Obras de modernização coordenadas pelo arquitecto e engenheiro italiano Filippo Terzi.

1592-1600 – Nova empreitada de pintura mural devida aos pintores Domingos Serrão e Simão Rodrigues.

Texto: IGESPAR
publicado por Equipa SAPO às 12:02
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A Charola no reinado de D. Manuel

A reforma da Charola no tempo de D. Manuel, agora transformada em capela-mor da igreja conventual, foi realizada de acordo com um complexo programa decorativo: douraram-se as nervuras da abóbada; foi aplicada uma rica policromia em elementos ornamentais; procedeu-se ao enriquecimento de algumas superfícies com trabalhos de estuque; pintaram-se, a têmpera, no registo superior das paredes do tambor interior, dezasseis dos instrumentos do martírio de Cristo, e, no exterior, temas da Paixão e ainda outros alusivos às Dores da Virgem. É provável que estas pinturas murais, aplicadas a seco e não a fresco sobre o reboco, correspondam àquelas que o pintor Fernão Anes executou por encomenda do rei, a partir de 1510.


Em finais do século XVI, entre 1592 e 1600, os pintores Domingos Serrão e Simão Rodrigues procedem a nova empreitada de pintura mural com temas da Vida de Cristo e das Dores da Virgem, dispostos nos panos superiores do tambor exterior da Charola.


A encomenda de um importante conjunto de pinturas sobre tábua e de escultura de vulto completou a remodelação manuelina da Charola do Convento de Cristo. As pinturas, executadas pela oficina do pintor régio Jorge Afonso, formavam um ciclo composto por 14 tábuas de grandes dimensões, de que restam actualmente apenas sete, representando episódios da Vida e Paixão de Cristo.


Instaladas sobre mísulas coroadas por baldaquinos dispostos nas esquinas dos arcos do tambor interior da Charola, distribuem-se as esculturas de vulto devidas ao artista flamengo Olivier de Gand, assistido por Fernão Muñoz. Além de um magnífico Calvário, estas obras incluem a representação de Santos e Doutores da Igreja, bem como de Profetas do Antigo Testamento.



Texto: IGESPAR


publicado por Equipa SAPO às 11:37
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Historial dos Trabalhos

Por estes meses a Charola do Convento de Cristo tem estado ocupada por andaimes. Os trabalhos de restauro desta igreja templária começaram em 2007 e ainda duram. Tudo para dar uma nova cor a este monumento.


A Charola é uma igreja construída no século XII, pelos Templários e faz parte do conjunto patrimonial do Convento de Cristo, classificado Monumento Nacional em 1907 e Património da Humanidade, pela Unesco, em 1983.


Do exterior, a igreja mostra-se como um polígono de 16 faces, mas no seu interior a Charola tem, ao centro, uma estrutura octogonal com arcos e está rodeada por uma galeria mais larga, o deambulatório. Sofreu modificações durante o reinado de D. Manuel I, com a abertura do Arco triunfal para Ocidente, e com o acrescento de novas pinturas e esculturas.


A Mesquita de Omar e a Igreja do Sagrado Sepulcro, ambas em Jerusalém, são apontadas normalmente como modelos para a Charola.


No Convento de Cristo, bem como no castelo, podem encontrar-se exemplos de vários estilos arquitectónicos e a Charola não escapa a essa diversidade. Nela encontram-se traços de uma arquitectura Românica, relacionado com os templários, mas também esculturas e decorações de estilo Gótico tardio e Manuelino.


Em 1988 foram montados uns andaimes de madeira para que se procedesse a uma análise da situação e também a pequenos trabalhos de restauro. Devido a esses trabalhos o acesso dos visitantes à Charola foi impossível até 1999.


Actualmente a equipa de conservação encontra-se a trabalhar no restauro de vários tramos da Charola, o nome dado às várias faces do deambulatório, e do Arco Triunfal. Nos últimos sábados de cada mês existem visitas guiadas onde se poderá perceber melhor o restauro a que este monumento está a ser sujeito e também observar zonas da Charola que só subindo às alturas nos andaimes se podem ver em pormenor.

publicado por Equipa SAPO às 17:42
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