Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Últimas impressões da Charola

 

 

publicado por Equipa SAPO às 15:24
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

As dúvidas são sempre esclarecidas

O visitante Nuno da Mata Almeida ficou ainda com dúvidas acerca da deterioração da Charola do Convento de Cristo:

 

"(...) Qual o principal (ou principais...) factor(es) da deterioração das pinturas ao longo do tempo, que implicou as sucessivas intervenções?"

 

Se num caso, o tramo 16, podemos verificar a presença de sais cristalizados à superfície da pintura/camada cromática - o tramo 16 fica por cima do arco triunfal, local de junção da estrutura da charola com o novo corpo da Igreja/nave, logo um local passível de infiltrações, já resolvidas - nos restantes tramos podemos eleger como principais factores de deterioração o suporte pétreo das pinturas e a intervençao humana.
Repare que na maior parte das pinturas a presença de lacunas da camada cromática não é expressiva no entanto os repintes dissonantes com materiais imcompatíveis são bastante presentes.
Além de uma normal camada superficial de sujidades e poeiras podemos dizer que o homem é o grande responsável pelo estado actual de parte das pinturas - as que ainda não foram intervencionadas, claro está!
As tentativas de anular pequenas lacunas repintando, de alterar o aspecto de certas zonas caiando, de dar ao conjunto maior força expressiva aplicando vernizes...

 

Aguardamos mais dúvidas.

publicado por Equipa SAPO às 12:37
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Guadamecil na Charola

anteriormente explicámos o que é um Guadamecil. Desta vez Lina Falcão, uma conservadora restauradora, fala em pormenor de um guadamecil existente na Charola do Convento de Cristo.

 

 

Título: "Guadamecil"
Duração: 03:53
Realização: Maria Cristina Antunes
publicado por Equipa SAPO às 13:06
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

A última semana na Charola

 

 

publicado por Equipa SAPO às 11:13
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

São Lucas - Antes e Depois

 

publicado por Equipa SAPO às 16:56
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Mais respostas para mais dúvidas

No último post, a visitante Isabel O Dias apontava para uma questão importante e que já foi anteriormente falada neste blog. Alguns termos que são usados, tanto nos textos como nos vídeos, não são explicados concretamente. A visitante Isabel referia especificamente dois: tramo e destacamento. Ficam aqui, então, as explicações:

 

 

Destacamentos – Quando Sandra Alves fala em destacamentos refere-se ao mau estado de conservação da pintura que levaram a que partes da camada cromática se apresentassem destacadas do seu suporte – isto é, a pintura separava-se do muro que lhe serve de suporte.

Tal situação obrigou à primeira e mais importante parte desta intervenção, a fixação (colagem) da camada cromática, porque sem isso era de todo impossível realizar qualquer acção sobre a pintura porque a perderíamos totalmente.

 

 

Tramos – A Charola é centrada por um tambor octogonal onde são representados dezasseis anjos (dois em cada face) com objectos da Paixão. A cada face do tambor central correspondem duas faces no deambulatório exterior, apresentando este dezasseis faces ou tramos. Cada tramo será assim a porção de parede/muro que vai do arranque da abóbada ao chão. Estes dezasseis tramos foram, por facilidade de documentação, numerados de 1 a 16 sendo o nº 1 o primeiro à direita de quem entra na Charola pelo grande arco e os nº 15 e 16 os que estão sobre o referido arco. Estes dois são os únicos não completos porque a sua área inferior foi cortada pela construção do arco de ligação à Igreja.

 

Cada tramo é dividido em três áreas ou registos – superior, intermédio e inferior. O registo superior é ocupado pelas grandes composições murais com a representação da vida de Cristo e as dores de sua Mãe – os tramos pares – e pelos janelões envoltos por peças de estuque moldado – os tramos impares.

 

Esta ordem apenas é alterada nos tramos 13 e 15 que apresentam pintura. Tal se deve ao entaipamento das originais janelas.

O registo médio é ocupado pela pintura sobre madeira e o registo inferior apresenta as pequenas capelas térreas excepto os tramos 1 e 14 – grandes capelas de maior profundidade – tramo 9 que é ocupado por um túmulo, tramo 7 com janelão – original entrada da Charola – e os tramos 6 e 8 que ostentam portas de acesso, respectivamente, à torre sineira e claustro do Cemitério. Como foi já referido os tramos 15 e 16 não possuem registo inferior.

publicado por Equipa SAPO às 15:04
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Restauro de um tramo

 

O restauro da Charola está na recta final mas muito trabalho foi feito ao longo destes meses. Aqui se mostra um vídeo onde se recorda a dedicação desta equipa.

 

publicado por Equipa SAPO às 11:13
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

"Porque é que não restauraram toda a pintura do Arco Triunfal?"

O visitante João Gonçalves comentou no post sobre o Restauro do Arco Triunfal, levantando uma questão que talvez faça sentido para outros visitantes: "Porque é que não restauraram toda a pintura do Arco Triunfal?" Segue, então, aqui a resposta.

 

A intervenção a decorrer na Charola é de conservação e restauro. Quer isto dizer que valorizamos, de acordo com as actuais normas éticas de intervenção em pintura mural, a conservação da peça realizando acções que suspendam a sua degradação de maneira a poder-mos usufruir delas um pouco mais de tempo e assim legá-las às gerações vindouras. O termo restauro passa para segundo plano porque à sua sombra foram realizadas algumas intervenções bastante imaginativas.

 

Tratar uma pintura é, apenas e só, ter um grande respeito pela peça, conservando-a materialmente sem adições resultantes da nossa visão da obra – isto é, respeitar integralmente o que existe e o que chegou até nós.

Não podemos, não devemos, “terminar” a peça refazendo partes em falta – podemos apenas e fizemo-lo na face do arco, atenuar as faltas/lacunas, o ruído do ausente, de maneira a facilitar uma leitura integral da obra.

Como fazer o que não existe – mesmo que houvesse documentação para tal – e continuar a dizer que estamos perante uma obra maior do século XVII? Teríamos que corrigir para século XVII e XXI. Como respeitar uma autoria se parte da pintura fosse obra de um anónimo “restaurador” nosso contemporâneo?

 

Foram estas linhas que nos orientaram na nossa intervenção e que estão sempre presentes no nosso trabalho. As lacunas em áreas de tom liso foram reintegradas mas todas aquelas que incidiam sobre figuração ou limites indefinidos foram apenas tonalizadas.

 

Relativamente ao orçamento – sabe, com toda a certeza, que um orçamento de conservação e restauro de pintura mural não é feito em função do número de pedras…

 

A Capela Sistina fica em Roma e a Charola em Tomar, muito mais perto de nós – passe pelo Convento e admire a bela Ressurreição.   

publicado por Equipa SAPO às 11:57
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Semana Curta!

Revemos todo o trabalho, procuramos uma lacuna esquecida e começamos a retirar o material dos andaimes.


Todo o andaime é aspirado para prevenir ondas de pó durante a desmontagem.

Desmontamos peças para podermos aceder a um canto inatingível.


É a preparação para a desmontagem desta enorme estrutura que durante cinco meses habitámos.


A desmontagem está prevista para a próxima semana – 5 a 9 de Maio.


Estava prometido à equipa que se conseguíssemos ter tudo pronto para a desmontagem a 30 de Abril poderíamos fazer “ponte” – é o que vai acontecer!


Conseguímos isto mas não caçar os pombos que invadem este espaço fabuloso! Mas não desistimos da nossa luta!


Abaixo os pombos e Viva o 1º de Maio!


Para a semana, já sem o andaime no deambulatório, iniciamos a intervenção no registo inferior – a última etapa desta intervenção.
publicado por Equipa SAPO às 11:41
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

O que é um Baldaquino?

Talvez já se tenha deparado com expressões como Baldaquino, Guadamecil ou Mísula enquanto lia o Blog da Charola e ficado na dúvida. Aqui se explica o que cada um deles significa exactamente.

Baldaquino: Elemento em talha dourada que encima as esculturas da Charola.



Guadamecil: Técnica decorativa que combina a douragem, pintura e gravura sobre cabedal. De origem árabe, é introduzida na Península Ibérica pelos povos invasores muçulmanos na Idade Média. Apesar da designação de cabedal dourado, o cabedal era revestido com folha de prata de lei. Só muito excepcionalmente se encontram guadamecis com folha de ouro. Tal é o caso da Charola. 

É importante mencionar que os guadamecis são raros em Portugal e que a grande maioria é do século XVIII. Apesar de muito alterados, os existentes na coluna 5 da Charola são, muito provavelmente, os guadamecis mais antigos conhecidos em Portugal e que ainda se mantêm no local de origem.




Mísula: Elemento em madeira dourada que se encontra sob as esculturas da Charola.



Embora a função primeira de uma mísula seja a de suportar uma escultura no caso da Charola elas são puramente decorativas pois as esculturas são penduradas imediatamente abaixo dos baldaquinos.


publicado por Equipa SAPO às 17:28
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